Presidente do TJ admite desgaste após operação que apura desvio de R$ 21 milhões
Redação
Desgaste
O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, reconheceu que a imagem da Corte sofreu desgaste após a deflagração da Operação Sepulcro Caiado, da Polícia Civil, que investiga um esquema de corrupção responsável por desviar mais de R$ 21 milhões dos cofres do Judiciário.
“Eu seria um hipócrita se dissesse que não afeta a nossa imagem. Nos últimos tempos, o Poder Judiciário de Mato Grosso tem sofrido bastante com algumas situações pontuais”, declarou Zuquim nesta segunda-feira (11).
Segundo o presidente, embora os casos não comprometam a atividade do tribunal como um todo, eles “respinga[m], sim” na credibilidade da instituição.
A operação, agora sob responsabilidade do Superior Tribunal de Justiça (STJ), apura a participação de pessoas com foro privilegiado. Na esfera administrativa, o TJ instaurou sindicância, afastou servidores citados pela investigação e aguarda a conclusão para divulgar o resultado à sociedade.
Nos últimos anos, o TJMT esteve envolvido em outras polêmicas, como o afastamento dos desembargadores Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho, investigados por suposta venda de sentenças, e o chamado “escândalo do vale-peru”, quando servidores receberam R$ 10 mil como bonificação de fim de ano.
“Estamos tomando todas as providências para apurar a dimensão do caso e, se for necessário, responsabilizar os envolvidos. A sociedade merece ter conhecimento do resultado final”, reforçou Zuquim.