Decreto assinado pelo executivo é ilegal, disse Wanderley ao mencionar que é contra terceirização da saúde de VG
Carolina Miranda/Larissa Malheiros
CONTRA
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, vereador Wanderley Cerqueira, usou a tribuna, durante a sessão ordinária desta terça-feira (26), para reforçar sua posição contrária à entrada de Organizações Sociais (OSs) na gestão da saúde municipal.
O parlamentar criticou o Decreto nº 68, de agosto de 2025, assinado pela prefeita, que qualificou o Instituto Patris como Organização Social para atuar no município. Segundo ele, o ato é ilegal por não respeitar o procedimento exigido em lei.
“Esse decreto está errado. A lei complementar nº 4.104 de 2015 exige chamamento público para esse tipo de contrato, e isso não foi feito. Portanto, o decreto é nulo. Já começa errado e termina errado. Não tem o meu apoio”, afirmou.
Wanderley lembrou que já foi contra a implantação de OSs em gestões anteriores. “Quando fui presidente da Câmara em 2009 e 2010, participei de reuniões com representantes do Estado e já me posicionei contra. Sempre fui contra, e continuarei contra enquanto for vereador. Em Várzea Grande, OS não funciona”, disse.
Ele também criticou o contrato de R$ 14,7 milhões firmado no passado para que uma OS operasse dentro do Pronto-Socorro Municipal. “Se OS fosse tão bom, o Hospital Metropolitano, que é administrado nesse modelo e cujo prédio pertence a Várzea Grande, atenderia nossa população. Mas não atende. Então por que entregar o Pronto-Socorro para uma OS?”, questionou.
O vereador afirmou que sua atuação é pautada na fiscalização e na defesa do uso correto do dinheiro público. “Eu gosto das coisas certas. Saímos de 43% de transparência e já chegamos a quase 80% aqui na Câmara. Até dezembro vamos alcançar 90%. O dinheiro não é meu, é de todos. Sou apenas guardião do povo de Várzea Grande, porque eu amo essa cidade. Aqui nasci, aqui criei meus filhos e aqui vou morrer”, destacou.
Wanderley também direcionou críticas à secretária municipal de Saúde, Deisy. “Ela está de passagem. Daqui a pouco vai embora para Cuiabá e ninguém mais vai lembrar dela. Mas eu vou continuar aqui, lutando pelo povo de Várzea Grande”, concluiu.