Secretária de Saúde esclarece polêmica sobre projeto de incentivo a profissionais em VG
Redação
Projeto
Em entrevista ao Site Noveen de Notícias, a secretária de Saúde de Várzea Grande, Deisi Bocalon falou sobre o projeto que gerou polêmica entre vereadores e servidores, conhecido popularmente como “Prêmio Saúde”. A proposta, que acabou sendo vetada, foi alvo de críticas no Legislativo porque, segundo parlamentares, contemplava apenas médicos e não todas as categorias da saúde.
Deise explicou que houve um equívoco de interpretação sobre o objetivo da medida. Segundo ela, o projeto nunca se tratou de um prêmio, mas de um incentivo específico voltado a resolver problemas emergenciais da rede municipal. "A intenção da prefeita sempre foi melhorar o plano de cargos e carreiras dos servidores. Esse incentivo teve três motivações claras; primeiro, evitar a evasão de médicos especialistas, já que o salário pago em Várzea Grande estava bem abaixo do praticado em outras cidades do estado; segundo, corrigir a defasagem dos médicos da Estratégia Saúde da Família, que cumprem 40 horas semanais, mas recebem menos do que colegas que atuam 20 horas em outros municípios; e, por fim, atender a uma ação civil pública do Ministério Público, que exige a contratação de farmacêuticos para as unidades básicas de saúde”, detalhou.
A secretária alertou que, sem essa contratação, as farmácias de bairros poderiam ser fechadas, prejudicando diretamente a população. “Imagine o morador do São Matheus precisar se deslocar até o Postão para retirar um medicamento de uso contínuo, como a losartana. Muitos não conseguiriam ir, o que aumentaria casos de hipertensão descontrolada, infartos e emergências. Esse é o impacto que queremos evitar”, ressaltou.
Segundo ela, a gestão estuda o envio de uma nova proposta à Câmara Municipal, desta vez ajustada para garantir maior clareza e debate junto aos parlamentares e às categorias profissionais.