Artigo de opinião: Despreparo mostra "destempero emocional" de gestora de VG ao saber de denúncia sobre cestas básicas


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15/12/2023 às 10:36
Larissa Malheiros

Várzea Grande

Neste último mês pude sentir um pouco na pele o que é o descaso social em várias questões que atinge diretamente os mais vulneráveis. Em caminhada pela cidade de Várzea Grande, mas precisamente na extensa parte periférica, conheci realidades bem distantes da minha, situações que nem no meu pior pesadelo eu poderia visualizar. E o principal fator que acomete diretamente essas pessoas, não é nada mais, nada menos do que o que se prolonga ao longo das décadas, que é a fome. Mulheres, mães de família que tem seus filhos com fome, sem nenhuma opção de comida na mesa.

Nesta pequena jornada que fiz,visitei uma mãezinha com cinco filhos, sendo que o caçula tem dois meses de vida. A primeira queixa da mãezinha é a fome dos seus filhos. Pois um dia antes de eu entrar em sua casa, ela conseguiu pipoca para estourar e dar como a comida do dia para suas crianças.

Ao me deparar com aquela situação, me veio o seguinte questionamento: Cadê a Secretaria de Assistência Social do município? Cadê a secretária que não está caminhando nessas casas para ao menos tentar acolher essas famílias? Ou se estar caminhando, qual trabalho está sendo feito? Até porque são várias queixas relacionadas às ações desta pasta.

Neste bairro que fui, por exemplo, mães relataram que cestas básicas só chegaram em janeiro deste ano, e não viram mais cestas deste então. Fui buscar a informação e tive a garantia de que o governo do estado de Mato Grosso realiza a distribuição de cestas trimestralmente, ou seja, teoricamente a pasta de Assistência Social do município, não estaria realizando o repasse dessas cestas para este bairro.

 Ainda não contente com o que estava vendo,perguntei para moradora de outro bairro se estavam recebendo cestas, ela disse que o bairro recebeu algumas vezes, mas na última remessa não receberam sobre a alegação que era época de eleição de presidente de bairro, por isso, não seriam distribuídas, naquela ocasião.Outra reclamação nessas regiões que estive foi à falta decapacitação para essas mulheres aprenderem a desempenhar atividades do qual possam buscar seus sustentos financeiros.

Ao me encontrar na prefeitura, e cordialmente cumprimentar a então secretária, ela abordou diretamente o assunto, questionando quem teria feito essa denúncia (falta de distribuição de cestas básicas. Relato que virou denúncia e nossa equipe de jornalistas está apurando para ver a procedência de todos os fatos). A todo o momento ela queria saber quem teria feito à reclamação. O que vale destacar para a nobre gestora, de voz mansa, que também deixou claro ser advogada e prezar pelo seu CPF, que não cabe ao jornalista revelar fontes de denúncias. Mas, caso ela queira saber o que acontece nos bairros e com este pessoal, qual reclamação eles tem, basta ir em loco, visitar as casas, conhecer a realidade deste povo sofrido. Eu particularmente acho que não adianta passar uma vez no mês em bairros e levar uma ação pontual de palestra e de distribuição de cachorro quente que trará dignidade para as pessoas que precisam comer todos os dias e ter oportunidade para buscar trabalho.

E ao falar em ação, a nobre secretária reforçou em nossa conversa várias vezes que ela é advogada e que faz inúmeros projetos na Ação Social. No entanto, o que foi destacado nesta conversa com essa senhora secretária de voz mansa, que aparenta acreditar que tratar bem é ser irônico e sarcástico, que nossa reportagem vai apurar profundamente os fatos e entrará em contato por escrito com ela e a assessoria de imprensa, para que explique os trâmites de distribuição e como foi esta ação que só teria atendido este bairro em janeiro, até para que as pessoas entendam como funciona todo processo de distribuição. Mas, fico pensando...Porque a intenção da gestora era apenas saber quem a denunciou, quem fez a reclamação? Além disso, nossa função como jornalista é apurar os fatos para poder noticiar, mas também somos cidadãos antes de tudo. A senhora secretária de voz mansa, que aparentemente demonstrou ser uma espécie de super gestora, já que, descreveu que faz de tudo para o povo, e quem sou eu para duvidar né?

Mas, é necessário fazer uma observação para a nobre gestora. Quem trabalha diretamente com o povo, tem que entender que na função pública que ocupa precisa ter a sensibilidade com pessoas, e mesmo que não goste da pessoa que está reclamando ou questionando algo, é necessário que mantenha a compostura, porque neste cargo que ocupa neste momento, porque não é permanente, não está no direito de gostar ou não do cidadão, mas sim, no direito de tratar com respeito, educação e ouvir todas pessoas. NEM TODOS ESTÃO CERTOS EM SUAS AÇÕES SECRETÁRIA, E ERRAR FAZ PARTE DA JORNADA, MAS PEDIR DESCULPAS OU AO MENOS RECONHECER O ERRO FAZ PARTE DA EVOLUÇÃO ESPIRITUAL. O SER HUMANO FALAR MANSO NÃO MUDA O FATO DE SER SARCÁSTICO OU MAL EDUCADO. É APENAS UMA DICA DE UMA PROFISSIONAL DA COMUNICAÇÃO PARA A GESTORA, ATÉ PORQUE COMO CIDADÃ COMUM, NÃO A CONHEÇO E NÃO TENHO MOTIVOS PARA COMENTAR SOBRE SUA VIDA PRIVADA. AQUI QUESTIONO A FUNÇÃO NO CARGO PÚBLICO.

CONTINUIDADE: SOBRE UMA AÇÃO SOCIAL

Como muitos sabem a empresa do qual faço parte realiza projetos sociais voltados para o público jovem. Um grupo de pessoas de um bairro da cidade resolveu junto com nossa empresa fazer um natal solidário na região. A principal alegação seria que não tiveram nenhum respaldo da Assistência Social para realização deste evento, por isso, ao conhecer o trabalho da empresa Revelar buscou apoio, do qual foram atendidos no ato. Ao saber do evento, a então secretária nesta conversa deixou claro que a pasta deveria fazer um evento no mesmo dia e mesmo horário no local. Sendo que até o momento do qual entramos na jogada, não tinha participação nenhuma deles. A secretária em meio ao seu suposto destempero emocional em nossa conversa, até porque o que para mim é um destempero emocional para ela pode não ser, disse enfaticamente que ela estaria fazendo este evento que já estava combinado fazia muito tempo.

Vale destacar que esse grupo deixou ofício em outubro na pasta para ter essa ajuda para este natal, e até essa segunda-feira (11), não tinham resposta, e por coincidência ou não, após a secretária saber do nosso evento, teria decidido ajudar o natal deste bairro, fazendo o evento e nos tirando de cena. O que é preciso destacar, é que nossa empresa não tem fins políticos, não temos políticos envolvidos em nossas ações, a não ser em questão de doações do qual pedimos parceria quando realizamos eventos solidários.

Não estamos disputando espaço com essa senhora e nem outro gestor. Sabemos do nosso compromisso quanto à notícia e também como uma empresa que trabalha projetos sociais sem fins lucrativos. Por este motivo, desistimos de fazer este natal solidário neste bairro em questão, para evitar que essas pessoas do qual ali pedem ajuda para dar um natal digno para seu povo, não percam essa oportunidade, até porque não podemos competir com uma pasta de Assistência Social. E também ficamos felizes em saber que mesmo por motivos que supostamente não seria o ajudar ao próximo, essa secretária resolveu realizar o natal solidário dessa galera.

No mais, o maior valor da vida está em seguir a caminhada tentando entender a futilidade alheia, entender a subjetividade alheia (mundo interno e às percepções individuais), assim temos a garantia de que iremos crescer emocionalmente e viver cada dia melhor. E o melhor de tudo isso, é que para quem já esta há muitos anos lidando com poder público, é saber compreender que aquele que não sabe lidar com o poder não permanece, até porque no fim, acaba tendo um final não tão feliz.

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