Hospital Central inicia atendimentos e recebe primeiros pacientes em MT
Redação
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O Hospital Central do Estado de Mato Grosso deu início, na tarde desta segunda-feira (19), aos primeiros atendimentos ambulatoriais, marcando oficialmente o começo de sua operação. Os pacientes foram encaminhados pelo Sistema Estadual de Regulação (Sisreg) para consultas nas especialidades de urologia, cirurgia pediátrica e ortopedia pediátrica.
Entre os primeiros atendidos está o pedreiro Ivanez Rodrigues Porto, de 65 anos, que celebrou a experiência inédita. Para ele, ser um dos primeiros pacientes é motivo de orgulho e emoção. “É um privilégio abrir as portas para os demais. Vou levar essa história comigo. O atendimento foi maravilhoso e muita gente ainda vai sair daqui feliz”, afirmou.
O aposentado Gonçalo Beijo, de 77 anos, também destacou a importância da nova unidade para a população. Segundo ele, o Hospital Central se consolida como uma referência. “É um hospital de nível superior, não só em Mato Grosso, mas no Brasil. O povo merece uma saúde de qualidade e de primeira linha. Está de parabéns o governo”, declarou.
Outro paciente, Elisio Santana Murtinho, de 68 anos, contou que já realizava acompanhamento no Hospital de Câncer e tinha cirurgia indicada. A convocação para atendimento no Hospital Central foi recebida como uma surpresa positiva. “O cartão de visita foi excelente. Fomos muito bem recepcionados e esperamos que o padrão continue assim”, disse.
Os atendimentos começaram exatamente um mês após a inauguração da unidade, realizada em 19 de dezembro. As obras do Hospital Central haviam permanecido paralisadas por 34 anos e foram retomadas pelo Governo de Mato Grosso.
Durante a abertura dos atendimentos, o governador Mauro Mendes ressaltou o simbolismo da entrega. “É um orgulho para todos nós ter um hospital público construído e equipado integralmente com recursos do Estado. Não é apenas um prédio moderno, mas um espaço com tecnologia e atendimento de excelência, como a população merece”, afirmou.
O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, classificou o momento como histórico. “Um hospital só passa a existir de fato quando começa a receber pacientes. Entramos em operação com uma das melhores estruturas do país, com equipes preparadas e parceria com o Einstein. É o resultado de um governo que prometeu fazer a saúde funcionar”, destacou.
Segundo a diretora do Hospital Central, Alessandra Bokor, os primeiros pacientes passaram por consultas e exames pré-operatórios. A previsão é de ampliação gradual dos serviços. “Em quatro a cinco meses, esperamos atingir a capacidade total de funcionamento, com todos os leitos, salas cirúrgicas e atendimentos ambulatoriais em operação”, explicou.
Estrutura de alta complexidade
O Hospital Central possui 287 leitos, sendo 191 de enfermaria e 96 de cuidados intensivos, incluindo 60 leitos de UTI. A área construída foi ampliada de 9 mil m² para 32 mil m², preparada para atender casos de alta complexidade em todo o estado.
A unidade conta com um centro cirúrgico moderno, com 10 salas cirúrgicas e uma sala híbrida com hemodinâmica, além de sistema robótico para cirurgias minimamente invasivas. O parque tecnológico inclui dois tomógrafos, dois aparelhos de ressonância magnética, equipamentos de hemodinâmica, eletroencefalografia, oxigenação por membrana extracorpórea e sistema completo para endoscopia.
Na primeira semana de funcionamento, o foco está no atendimento ambulatorial em urologia, ortopedia pediátrica e cirurgia pediátrica, priorizando avaliações clínicas e exames que irão preparar os pacientes para os procedimentos cirúrgicos futuros.