Deputado classifica como "desastre ecológico" liberdade de filho de ex-deputado acusado de assassinato
Suzana Agnello
Tragédia
O deputado estadual, Júlio Campos (UB), classificou a decisão judicial de prisão domiciliar concedida ao filho do ex-deputado, Carlos Bezerra (MDB), que tem o mesmo nome do pai, como “desastre ecológico”.
Carlos Alberto Gomes Bezerra, 57 anos, responde pelo feminicídio da ex-namorada Thays Machado e homicídio de Willian Moreno, atual dela. O crime ocorreu no mês de janeiro deste ano. Desde então o suposto assassino esteve preso, mas a defesa conseguiu liberação alegando problemas de saúde e necessita de tratamento em casa.
“Juridicamente, foi um ato que a lei permitia. Agora, socialmente e politicamente, foi um desastre ecológico. Lamentavelmente, a sociedade mato-grossense, mais uma vez, revolta contra essa decisão, que foi estapafúrdia, tomada no final de semana e que veio, infelizmente, contrário ao que pensa a sociedade mato-grossense”, afirmou o deputado estadual.
No dia 27 de janeiro, Carlos Bezerra, foi indiciado pela Polícia Civil (PC) por matar o casal e em fevereiro a justiça aceitou a denúncia e ele se tounou réu. Aguardando julgamento.
“Acho que foi muito cedo pra essa decisão ser tomada, menos de um ano. E agora temos que acelerar o julgamento. Mas dentro da lei os desembargadores diz o seguinte, que prisão preventiva é 89 dias. Então em 89 dias o processo tem que ser concluído e a pessoa tem que marcar o julgamento. E não foi feito isso, não marcou o julgamento e, baseado na própria lei, e a lei mais alegando o problema de saúde, o Tribunal tomou essa decisão que contrariou a sociedade e mato-grossense”, enfatizou.
Quanto no que se refere ao crescimento de feminicídio no estado e um caso em que o agressor é “solto”, Júlio reafirmou.
“Eu já disse pra você, um desastre ecológico, né? É um verdadeiro incêndio no Pantanal, uma verdadeira cheia no Rio Grande do Sul, que causa tumulto muito grande e descrédito nas decisões da justiça” concluiu Julio Campos.