FIT Pantanal 2025 encerra celebrando a cultura e tradições do Pantanal e Cerrado
Redação
TURISMO
A FIT Pantanal terminou ontem, domingo, dia 8. Durante o evento, Melitino compartilhou sua história com a viola de cocho, um instrumento tradicional feito de madeiras como sarã-de-leite e cedro, esculpido de um único tronco. Ele relembrou que, quando era jovem, morava num lugar onde não havia violas e construiu a sua primeira derrubando uma madeira, sem ferramentas. Hoje, aos 75 anos, ele expressou orgulho em manter viva essa tradição ancestral, transmitida de geração em geração, valorizando o trabalho artesanal que para ele “não tem preço”.
Ao lado, a arte das redes artesanais também ganhou destaque, representada pelas mulheres de Limpo Grande, que preservam a cultura indígena Guanás por meio da TeceArte – Associação das Redeiras do Limpo Grande. Cristiane Clemente da Silva Almeida, uma das tecedeiras, contou que aprendeu o ofício com sua mãe e avó, e que voltou a morar na comunidade com seu filho pequeno, encontrando na tecelagem uma forma de sustento em casa. Com o apoio da prefeitura, as redes passaram a ser valorizadas e vendidas, garantindo uma renda para as famílias.
A presidente da TeceArte, Jilaine Maria da Silva, destacou que cada rede é feita à mão e que o processo pode levar até dois meses para ser concluído. Ela reforçou o valor artístico das peças, que trazem desenhos inspirados na natureza e são passados de mãe para filha. As redes e outros artesanatos puderam ser adquiridos na feira da FIT Pantanal até o último dia do evento, ontem, encerrando uma celebração da cultura, arte e tradição do Pantanal e do Cerrado.