Supermercados e empresas enfrentam desafio para preencher vagas


05/05/2025 às 06:55
Redação

Falta de Mão de Obra

As redes de supermercados em Mato Grosso enfrentam dificuldades para preencher cerca de 3 mil vagas de emprego abertas, conforme estimativas do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios (Sincovaga), Kassio Catena. Ele destacou que esse problema não é exclusivo do setor supermercadista, mas atinge diversas áreas, como material de construção, óticas, atacados e varejo, devido à escassez de mão de obra disponível.

Catena explicou que, apesar de Mato Grosso ter a menor taxa de desemprego do Brasil em 2024, com 2,6%, o estado vive uma situação de pleno emprego. Isso significa que a maioria das pessoas que buscam trabalho já encontra uma oportunidade. Para ele, a solução seria promover políticas públicas para atrair trabalhadores de outros estados para Mato Grosso, especialmente para cidades como Sinop, Lucas do Rio Verde, Rondonópolis e Primavera do Leste, que também enfrentam o mesmo problema.

Ele apontou que, uma das principais dificuldades para o setor supermercadista em contratar trabalhadores é a concorrência com os benefícios sociais oferecidos pelo governo, como bolsas família e auxílio gás. Para ele, muitas pessoas preferem não ser contratadas formalmente para não perderem esses benefícios, mesmo que os salários do setor sejam superiores aos de outros setores de comércio.

Por outro lado, o economista Vivaldo Lopes tem uma visão diferente. Segundo ele, a dificuldade de preenchimento das vagas não se limita à faixa de renda baixa, como sugerido por Catena. Para Vivaldo, a falta de candidatos qualificados em áreas como ensino superior e setores especializados, como engenharia e tecnologia, é reflexo de um mercado aquecido e não da oferta de benefícios sociais.

Vivaldo também discordou da proposta de que o Governo do Estado deveria atrair trabalhadores para Mato Grosso, afirmando que a responsabilidade de atrair mão de obra recai sobre as empresas, e não sobre o governo. Ele ressaltou que a iniciativa privada pode solucionar o problema oferecendo salários mais altos, melhores condições de trabalho e benefícios como plano de saúde.

No Brasil, a média de desemprego é de cerca de 6%, o que reflete a escassez de mão de obra disponível em diversos estados, incluindo Mato Grosso. Para Vivaldo, cabe às empresas ajustarem suas ofertas para atrair trabalhadores, e não ao Estado.

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