Física na Nuvem se mobiliza para alcançar mais públicos


02/05/2025 às 07:49
Redação

Educação

projeto Física na Nuvem completa em 2025 seus primeiros 10 anos. Desenvolvido na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o projeto une a formação do curso de Física à Comunidade Externa em diferentes atividades como o “Minicircuito de Astronomia: Descobrindo o Céu de Cuiabá”. Com a proposta de aproximar a ciência da população de forma acessível e inovadora busca oferecer oportunidades de aprendizado e integração à comunidade, promovendo o debate e a educação científica.

O professor Elvis Lira, coordenador do projeto Física na Nuvem, enfatiza a importância do projeto. “Em termos de resultado destaco os relacionados a formação discente do curso e o contato com a própria comunidade externa. Dos 34 estudantes que participaram do primeiro ano do programa, 24 (71% aproximadamente), formaram, em um curso que tem evasão beirando os 80%. Dos 24 que se formaram, 11 (29% dos 34) estão fazendo doutorado ou já são doutores, e outros 4 estão fazendo mestrado ou já são mestres”, relata o professor, acrescentando que os dados são preliminares.

O docente ressalta que já é possível afirmar que participar do programa teve um papel muito importante na permanência e continuidade desses jovens no curso de Física. “No contato com a comunidade externa nesses 10 anos, o programa atendeu aproximadamente 30 mil pessoas com atividades de divulgação científica de alta qualidade. Muitos estudantes do ensino médio que motivados pelo Física Na Nuvem ingressaram na UFMT e são colaboradores do programa atualmente. Muitos dos ex-colaboradores atuaram ou estão atuando diretamente com a divulgação de ciência e tecnologia, seja na rede pública e privada de ensino, seja na Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e Inovação (SECITECI)”, lembra Elvis Lira.

Física na Nuvem estimula interesse com outras atividades

O professor Elvis Lira lembra outras atividades desenvolvidas pelo Física na Nuvem para a astronomia e a ciência como IF Sem Fronteiras, Monitorando o Clima, Mulheres Nas Ciências e Show de Física. “A partir desse mês já começamos a fazer um percurso pelas escolas públicas de Cuiabá e Várzea Grande levando as oficinas e mostras cientificas para estudantes da rede pública. Dia 28/04, por exemplo, estaremos na Escola Estadual Porfilia de Paula Campos com essas atividades. Na segunda quinzena de maio estaremos no IFMT, e assim por diante, em outras escolas que estamos agendando ou para irmos até os estudantes ou para trazê-los para a UFMT”, relata.

As escolas que queiram receber o Física na Nuvem podem entrar em contato pelas redes sociais do projeto. “Em termos de eventos específicos abertos a toda a comunidade externa começamos o planejamento para realizar um evento, ainda esse ano, voltado para o público com autismo e PcD. Durante o minicircuito de astronomia desse ano percebemos uma certa dificuldade de acessar esse público. Então estamos planejando nos capacitar primeiro, de uma maneira mais intensiva, para no segundo semestre fazer um evento não estritamente específico para esse público, mas com um incentivo e divulgação específica para ele”, conta o professor Elvis Lira.

Minicircuito está no calendário de eventos de Cuiabá

De acordo com o coordenador do Física na Nuvem, o minicircuito é um evento tradicional de Cuiabá, já entrou na programação de muitas famílias e o evento já é aguardado por muitas pessoas. “Um termômetro dessa questão é a quantidade de mensagens que recebemos ao se aproximar de abril, mensagens questionando sobre o link de inscrição e da programação do ano. Temos conhecimento de pessoas que já participaram de 5 ou 6 edições do evento, e ainda possuem os materiais das edições passadas”, disse Elvis Lira acrescentando que a quantidade e qualidade das oficinas tem crescido.

O evento é construído para contemplar a necessidade de eventos e espaços voltados à ciência e tecnologia, especialmente àqueles voltados para o público infantil. “Então o evento vem pra suprir essa falta, e acaba fazendo parte da programação das famílias por isso, o que faz do evento, muito provavelmente o maior evento científico de Cuiabá e Mato Grosso com atividades focadas para crianças. Daqui a pouco já teremos os (as) filhos (as) de muitos participantes das primeiras edições do minicircuito participando também.”, analisa o professor.

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