Brasil entrega à ONU metas de redução de emissões de gases de efeito estufa


Crédito: Cadu Gomes/VPR  - Foto: Crédito: Cadu Gomes/VPR Vice Presidente da República Geraldo Alckmin durante Entrevista coletiva na COP 29 em Baku capital do Azerbaijão
13/11/2024 às 13:50
Redação

ONU

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, entregou oficialmente nesta quarta-feira, 13, a nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês) do Brasil ao Secretário-Executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). O país propôs aumentar sua meta de redução de gases de efeito estufa de 59% para 67% até 2035.

A nova NDC, que tem como base os níveis de 2005, visa se alinhar aos compromissos do Acordo de Paris sobre a mudança climática, de acordo com uma nota oficial divulgada na noite de sexta-feira,11.

A entrega do documento ocorreu durante a COP29, a conferência do clima da ONU realizada em Baku, Azerbaijão, de 11 a 22 de novembro. Em 2025, o Brasil sediará a próxima edição da conferência, a COP30, que ocorrerá em Belém.

A meta proposta pelo governo brasileiro equivale, em termos absolutos, a uma redução das emissões entre 850 milhões e 1,05 bilhão de toneladas de gás carbônico até 2035.

A nova NDC “abrange todos os setores da economia brasileira, com valor absoluto de redução de emissões de todos os gases de efeito estufa, alinhando-se ao objetivo de neutralidade climática até 2050, e ao compromisso global de limitar o aquecimento a 1,5°C em relação ao período pré-industrial, conforme o Balanço Global acordado na COP28, em Dubai, em 2023”.

Meta foi criticada pelo Observatório do Clima

A organização independente Observatório do Clima, uma rede de organizações ambientais da sociedade civil brasileira, considerou que os números da nova meta “estão desalinhados com a contribuição justa do Brasil para a estabilização do aquecimento global”.

“Também estão desalinhados com os compromissos já adotados pelo governo e com a promessa do Presidente da República de zerar o desmatamento no país”, políticas que levariam a “uma emissão líquida menor que 650 milhões de toneladas em 2035”, alertou o secretário-executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini, em um comunicado.

Fonte: IstoÉ

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