Para premiado do Nobel, Brasil não fez transição para nação inclusiva


Foto: REUTERS/Vincent Alban  - Foto: Foto: REUTERS/Vincent Alban University of Chicago professor James A. Robinson, who won a share of the 2024 Sveriges Riksbank Prize in Economic Sciences in Memory of Alfred Nobel, speaks at a news conference in Chicago, Illinois, U.S. October, 14, 2024
15/10/2024 às 10:08
Redação

Veja

Ao menos dois dos ganhadores do Nobel de Economia opinaram recentemente sobre a história e a situação econômica atual do Brasil. Em entrevista ao Estadão em 2022, James A. Robinson disse que o Brasil não conseguiu fazer uma transição de instituições extrativistas para instituições inclusivas, e que o País estava “preso a essa sociedade fraca e ao Estado fraco”. Essas são as características do que ele chama de o Leviatã de Papel em seu livro “O Corredor Estreito”, escrito em parceria com Daron Acemoglu, outro ganhador do Nobel de 2004.

O Brasil, assim como a América Latina, disse, seria marcado pela falta de competência do Estado, enquanto a sociedade também não tem capacidade para influenciá-lo ou controlá-lo. “Vocês precisam pensar no que o Brasil estava fazendo (no primeiro governo Lula), tentar melhorar a transparência e tornar o sistema político menos clientelista, menos corrupto, para que o Estado funcione melhor. Se você fizer várias pequenas mudanças, chega a um ponto em que as coisas começam a se mover”, disse Robinson.

Seu colega Daron Acemoglu também já fez comentários sobre o Brasil. Em entrevista à revista Veja em 2023, o professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) disse que os programas de distribuição de renda, como aqueles criados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos seus primeiros mandatos, são importantes. No entanto, acrescentou, as políticas econômicas para reduzir as desigualdades sociais não devem se limitar apenas à transferência direta de renda. Segundo ele, a estratégia mais eficaz para o Brasil seria focar na criação de oportunidades para inserir pessoas de diferentes níveis de habilidade e conhecimento no mercado de trabalho.

Acemoglu disse ainda que a corrupção afetou a confiança na democracia brasileira. “Esse fenômeno levou ao aumento do apoio a figuras políticas que, em circunstâncias normais, não seriam consideradas, como um presidente que expressou simpatia pela ditadura militar ou manifestou intenções autoritárias”. De acordo com o professor, tanto a desigualdade quanto a corrupção representam ameaças ao funcionamento saudável da democracia e devem ser confrontadas.

Para Acemoglu, ainda, o Brasil e outras economias emergentes têm papel crucial contra a supremacia da China e dos Estados Unidos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

FOnte: IstoÉDinheiro

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