Hospital Central inicia atividades com plano para implantar transplantes em MT
Redação
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O Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso (HCAC), inaugurado no último dia 19, já inicia suas atividades com planejamento para incorporar, de forma gradual, a realização de transplantes de órgãos. A informação foi confirmada pelo secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, que destacou que o contrato de gestão da unidade prevê, em um primeiro momento, a habilitação para transplantes de rim, com perspectiva de ampliação futura para fígado e coração.
De acordo com o secretário, a implantação desse tipo de procedimento exige cautela e cumprimento rigoroso das normas nacionais. Os transplantes dependem de autorização específica do Ministério da Saúde e de uma série de requisitos técnicos e operacionais. “Nenhum hospital realiza transplantes sem habilitação. Existe todo um processo de preparação, com critérios técnicos bem definidos, que precisam ser atendidos”, explicou.
O planejamento já está incluído no contrato firmado com o Hospital Israelita Albert Einstein, responsável pela gestão do HCAC pelos próximos cinco anos. Além dos transplantes, a parceria contempla a implantação de programas de residência médica e multiprofissional, fortalecendo a formação de profissionais e a qualificação da assistência em saúde no estado.
Atualmente, o Hospital São Matheus é a única unidade habilitada em Mato Grosso para a realização de transplantes renais. Já os transplantes de fígado e coração ainda não são feitos no estado, limitando-se à captação dos órgãos, que são encaminhados para outros centros do país. Com a consolidação do Hospital Central, a expectativa é que Mato Grosso passe a realizar esses procedimentos de forma inédita em território estadual.
A inauguração do HCAC representa um marco para a saúde pública mato-grossense. A obra, que permaneceu paralisada por 34 anos, foi retomada definitivamente em 2020 e concluída com estrutura capaz de realizar cerca de 5.400 cirurgias, 31 mil consultas e 52 mil exames por ano.
Com a entrada em funcionamento da unidade e o avanço no processo de habilitação junto ao governo federal, o Estado espera ampliar a oferta de procedimentos de alta complexidade, reduzir a dependência de outros estados e garantir mais agilidade e qualidade no atendimento aos pacientes mato-grossenses.