PGR rejeita pedido da PF para manter agentes dentro da casa de Bolsonaro
Redação
Manifesto
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou contra o pedido feito pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para que agentes da corporação permanecessem no interior da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar.
Na avaliação de Gonet, não há “situação crítica de segurança no interior da residência” que justifique a presença de policiais dentro do imóvel.
O chefe do Ministério Público Federal, contudo, admitiu a possibilidade de reforço da vigilância externa. “Justifica-se, não obstante, o acautelamento das adjacências, como a rua em que a casa está situada e até mesmo da saída do condomínio”, escreveu.
Em sua manifestação, Gonet ressaltou a necessidade de equilíbrio entre a preservação dos direitos do ex-presidente e os interesses da Justiça Pública. Ele descartou medidas “mais gravosas” que a atual custódia domiciliar.
O procurador-geral sugeriu alternativas de segurança, como monitoramento visual não presencial em tempo real, sem gravação, das áreas externas da propriedade, além da garantia de livre acesso de agentes às áreas descobertas em caso de necessidade.
Com isso, a Procuradoria-Geral da República sinaliza que, por ora, a prisão domiciliar seguirá nos termos já estabelecidos, com eventual reforço apenas no perímetro externo da residência.