Mostra de Cinema e Direitos Humanos começa no Museu Rondon
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Redação
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Exibições trazem reflexões sobre direitos e política
OMuseu Rondon de Etnologia e Arqueologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) no câmpus de Cuiabá é a tela para a 13ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos que acontece até o dia 15 de março. A abertura do evento contou com a participação da startup social Anjos da Lata que trabalha com educação musical e sustentabilidade em Várzea Grande.
O reitor da UFMT, professor Evandro Soares da Silva, participou da abertura e destacou o quanto o curso de cinema é jovem e atua produzindo conhecimento para a sociedade. “Um curso novíssimo produzindo conhecimento na área de cinema e discutindo a cidadania e a democracia como questões que envolvem direitos humanos pautando discussões no audiovisual”, ressaltou o reitor da UFMT, acrescentando que o evento contribui na formação de estudantes, professores e técnicos para uma rediscussão do papel da universidade para a cidadania e direitos humanos.
Representando o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, Márcia Rocha de Aguiar, comemorou a realização da mostra na UFMT. “Estar em um ambiente de Universidade Federal é importante e tenho profundo apreço porque a Universidade Federal é um divisor de águas na vida pela difusão de conhecimento na qualificação e no ensinar a pensar”, ressaltou Márcia Rocha de Aguiar.
O pró-reitor de Cultura, Extensão e Vivência (Procev), Fabrício Carvalho, destacou a importância da extensão universitária para o País. “As ações de extensão são a base da ligação entre ações a nível interno e externo. O Ministério da Cultura acreditou nas universidades federais em um caminho de extensão que é cada vez mais necessário”, disse.
De acordo com o professor do curso de Cinema e Audiovisual da UFMT, Moacir Francisco de Sant'ana Barros, a mostra é muito importante pela homenagem a Silvio Tendler e pelos debates sociais e políticos. “Silvio Tendler tem uma obra importantíssima para o cinema documentário brasileiro. É um cinema que reflete principalmente momentos políticos do País. Quem for assistir a seus dois filmes na mostra vai poder conferir isso. Em ‘Nas Asas da Pan Am’ ele constrói um retrato próprio da sua trajetória como cineasta e militante político”, refletiu o docente sobre a homenagem ao cineasta.
Outro filme de Silvio Tendler incluído na mostra é “A Bolsa ou a Vida”, de 2021. O professor Moacir Francisco de Sant'ana Barros, enfatizou que no filme, “Silvio Tendler reflete sobre o mundo pós-pandemia entre a acumulação de riquezas por poucos ou a possibilidade de mais qualidade de vida para todos com menos desigualdades”. A mostra segue até sexta-feira (15) com sessões às 15h30 e 18h. “A mostra ajuda a traçar reflexões porque os temas abordados nos filmes impõe a necessidade de refletirmos sobre nossos problemas. o racismo, os direitos indígenas, o direito dos idosos, das minorias , a violência contra a mulher, direitos LGBTQIA +”, reforçou.
Mostra também vai produzir material cinematográfico
A mostra acontece em todo o Brasil como ação do Ministério da Cultura e Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania sob a coordenação nacional do Departamento de Cinema e Vídeo da Universidade Federal Fluminense. Porém cada Estado vai produzir também material próprio. O professor Moacir Francisco de Sant'ana Barros destacou sobre esta segunda fase da mostra que a realização da oficina para docentes da educação básica das redes públicas, arte-educadores e educadores será um momento de experimentação.
“A oficina será prática. Ela utiliza o método desenvolvido pelo laboratório Kumã, do departamento de Cinema e Vídeo da UFF. A ideia é que os participantes possam experimental por meio de dispositivos móveis, o celular principalmente, novos olhares, de forma sensível, que possa ser usado em contexto educativo, incluindo o cinema na sala de aula”, ressaltou o docente sobre o método que utiliza cinema e educação a partir do projeto “Inventar com a Diferença”.
Participaram da atividade a diretora do Museu Rondon, professora Sônia Lourenço; Alessandra Keiko Okamura, Superintendente de Desenvolvimento da Economia Criativa; Secretário Adjunto de Cultura, Jan Moura e a diretora do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS), professora Marluce Aparecida Souza e Silva. A UFMT é parceira do projeto com o curso de Cinema e Audiovisual, o Cineclube Coxiponés e da Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Vivência (PROCEV) por meio da Coordenação de Cultura.