Blindagem da PF é questão-chave na sucessão de Lewandowski


09/01/2026 às 11:20
Redação

Veja

A saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça esquentou a discussão sobre o que pode mudar na estrutura do governo em meio às investigações conduzidas nos últimos meses por uma Polícia Federalempoderada e autônoma. 

Vagas no governo sempre despertam cobiça, e neste caso há o temor dos políticos com o avanço de investigações. 

Está em jogo também a blindagem da PF, considerada uma questão-chave para os investigadores. Em Brasília, uma máxima que circula nestes dias é: a instituição que funciona hoje no Brasil é a Polícia Federal.

Uma das propostas em discussão no governo é dividir o ministério em dois: Justiça e Segurança Pública. 

E um dos mais cotados para assumir essa nova estrutura é Andrei Rodrigues, o atual diretor-geral da Polícia Federal. É atribuída a ele a maior autonomia dada aos superintendentes da PF para trabalhar em suas investigações.

É do interesse do presidente Lula, em ano eleitoral, turbinar a segurança pública com um novo ministério. O tema deve ser um dos temas principais da disputa. 

O ponto central: quem iria para a vaga do Andrei na PF? Afinal, ele tem que fazer a sua sucessão para garantir a continuidade do trabalho, com orçamento preservado e liberdade para os investigadores.

E o ministro da Justiça? 

 

Para a vaga de Lewandowski como ministro da Justiça, a bancada da Bahia patrocina o nome do jurista Wellington César Lima e Silva. Ele foi secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil e trabalha na Petrobras

Wellington César tem apoio do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do senador Jaques Wagner, muito próximos de Lula. Ele foi cotado para o STF, antes de Lula escolher Jorge Messias para a vaga de Luís Roberto Barroso. 

Outros no governo querem emplacar Camilo Santana, ministro da Educação. E uma ala do Centrão apoia Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado. 

Se Andrei deixar mesmo o comando da PF, a operação casada poderá incluir a indicação para seu lugar de William Marcel Murad, hoje o número 2 da instituição.

É do interesse do presidente Lula, em ano eleitoral, turbinar a segurança pública com um novo ministério. O tema deve ser um dos temas principais da disputa. 

O ponto central: quem iria para a vaga do Andrei na PF? Afinal, ele tem que fazer a sua sucessão para garantir a continuidade do trabalho, com orçamento preservado e liberdade para os investigadores.

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