Unicef supera 1,2 milhão de oportunidades para jovens no Brasil
Redação
Inclusão
A iniciativa Um Milhão de Oportunidades (1MiO), liderada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), ultrapassou a marca de 1,29 milhão de oportunidades de formação e inserção no mercado de trabalho para adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade no Brasil. O resultado foi alcançado desde o lançamento do programa, em 2020, e divulgado nesta quarta-feira (17).
De acordo com o levantamento, quase meio milhão de jovens — 473,5 mil — concluíram cursos voltados ao desenvolvimento de habilidades essenciais para o mundo do trabalho. Outros 820,6 mil tiveram acesso a vagas de aprendizagem, estágio ou emprego formal, evidenciando o alcance da estratégia de articulação entre poder público, iniciativa privada, sociedade civil e os próprios jovens.
O 1MiO tem como foco ampliar o acesso à formação profissional, ao trabalho decente e à participação cidadã, utilizando uma plataforma digital que funciona como ponto de conexão entre oportunidades e parceiros. A iniciativa prioriza públicos historicamente excluídos, como jovens negros, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, integrantes da comunidade LGBTQIAPN+, jovens mães e moradores de periferias urbanas e áreas rurais.
Segundo a chefe de Educação do Unicef no Brasil, Mônica Dias Pinto, o trabalho vai além da oferta de vagas. “Atuamos para que empresas e governos aprimorem seus processos de contratação, retenção e desenvolvimento de jovens em situação de vulnerabilidade. Também fortalecemos, junto às redes públicas de educação, o debate sobre projeto de vida e o desenvolvimento de competências para o trabalho”, afirmou.
Apesar do avanço expressivo, o Unicef alerta que o marco simbólico de 1 milhão de oportunidades não encerra os desafios. Dados da PNAD Contínua Educação, de junho de 2025, mostram que 8,9 milhões de jovens entre 15 e 29 anos seguem fora da escola e do mercado de trabalho no país.
Mônica destaca que o desemprego juvenil ainda é estruturalmente elevado e atinge com mais intensidade mulheres, jovens negros e pessoas com deficiência. “Temos a maior geração de jovens da nossa história, com 48,6 milhões de pessoas entre 15 e 29 anos. Existe uma janela de oportunidade limitada para desenvolver todo esse potencial e reduzir desigualdades que se perpetuam ao longo do tempo”, concluiu.