Operação cumpre mandados e prende suspeitos ligados a execuções e sequestros 


05/12/2025 às 11:25
Redação

Grande Cuiabá

A Polícia Civil de Mato Grosso realizou, na manhã desta sexta-feira (5), mais uma etapa da Operação Ditadura Faccional CPX, que investiga crimes violentos cometidos por uma organização criminosa em Cuiabá e Várzea Grande. Entre os conduzidos está Joel Aparecido da Silva, de 34 anos, conhecido como “Pé Fofo”, apontado como integrante do grupo e suspeito de envolvimento em execuções e sequestros. Durante a condução, Joel permaneceu em silêncio e não respondeu às perguntas da imprensa.

Mandados cumpridos e confronto com a polícia

A ofensiva policial contemplou o cumprimento de 13 mandados de prisão temporária e 11 de busca e apreensão. Um dos alvos, Bruno César Amorim Santos, o “Vasco”, morreu após confronto com os policiais em uma residência no Residencial Jequitibá, em Várzea Grande. De acordo com a investigação, ele estava envolvido no assassinato de José Wallefe dos Santos Lins, de 28 anos, morto em decorrência de disputa entre facções.

José foi sequestrado junto da esposa, Ariane da Silva Cerqueira, 27 anos, e do filho de 1 ano. A mulher e a criança foram encontradas quatro dias depois. Já o corpo de José só foi localizado 11 dias após o desaparecimento, enterrado em uma área de mata no Residencial Isabel Campos, com múltiplas perfurações por arma branca.

Desaparecimento de Gabriely continua sob investigação

A operação também inclui apurações sobre o desaparecimento de Gabriely Silva de Jesus, mulher trans de 21 anos – registrada civilmente como Willian Gabriel Silva de Jesus. Vizinhas da família sequestrada, ela teria presenciado a ação criminosa e tentado intervir. Desde 12 de agosto, Gabriely não mantém contato com familiares e segue desaparecida, sendo tratada como vítima de possível crime relacionado à guerra entre facções.

Outros desdobramentos

Em Jaciara, equipes policiais cumpriram dois mandados de prisão contra um casal acusado da morte de Edinaldo Honorato Lopes, 36 anos, assassinado em março no bairro Três Barras, em Cuiabá. O crime teria sido motivado por conflitos pessoais e ciúmes. A vítima foi encontrada dentro de casa com diversas perfurações provocadas por faca.

Em todas as regiões onde ocorreram mortes investigadas pela operação, a Politec realizou perícias e os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML).

Os suspeitos capturados nesta fase foram levados à DHPP, onde permanecem à disposição da Justiça e devem ser apresentados em audiência de custódia.

 

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