Secretária do MEC destaca parceria com educação de VG em evento
Larissa Malheiros
Várzea Grande
Durante o VI Seminário Diversidade e Educação para as Relações Étnico-Raciais que acontece em Várzea Grande, no Hotel Hits, na manhã desta quarta-feira (22), a secretária Zara Figueiredo da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (SECADI) do Ministério da Educação (MEC) destacou a participação do município nesta ação.
Além disso, ela enfatizou a relevância de ações que envolvem jovens, diversidade e educação.
"Do ponto de vista local, significa que eu estou feliz e muito bem impressionada por ver esse lugar, essas pessoas em um lugar diverso e a educação atenta a essa diversidade. Então, acho que a Várzea Grande está de parabéns por isso. Do ponto de vista do MEC ( Ministério da Educação), o que isso significa? Significa que nós precisamos dessa força local e dessas iniciativas que já são iniciativas exitosas para ajudar o MEC a construir algo que represente isso de um lado, que represente essa diversidade, mas que represente também o investimento e essa legitimidade do território".
Questionada sobre os avanços tecnológicos e a influência na vida dos jovens, e quais ações estão sendo adotadas para auxiliar os mais vulneráveis, ela contou.
"Então, nós temos, de um lado, uma secretaria de educação básica, que ela é comandada pela professora Katia, do ponto de vista da Secadi, que é uma secretaria que faz política focalizada. O que nós estamos pensando são ações muito diversificadas e um conjunto delas. Então, de um lado, por exemplo, nós temos hoje 487 mil estudantes jovens dentro da faixa considerada juventude, 15 a 29 anos, não alfabetizados. Então, esse é um problema grave. Veja que nenhuma democracia consegue ser fortalecida o bastante se você conviver com 457 mil jovens em idade de escola, mas também em idade laboral, não alfabetizados. Então, de um lado, nós vamos anunciar um programa, uma política, na verdade, de superação do analfabetismo e fortalecimento da educação de jovens e adultos, com algumas ações que visam, exatamente, atrair o jovem", disse ela que continuou:
"Dentro desse pacto, que a gente chama de pacto nacional pela superação, tem uma faixa da política que é o pro-jovem, exatamente para pensar formas de atrair. Nós sabemos que parte dos jovens que não estão na escola, abandonaram a escola depois de gravidez na adolescência, outros porque são arrinos de família, outros porque eles constituíram, precisam cuidar da família. Então a política, com esse pacto que a gente vai lançar, ele tem uma atenção voltada para esses públicos".
No entanto, a secretária não esqueceu que de outro lado, tem um conjunto da juventude que é a juventude indígena, a juventude quilombola.
" Nós estamos falando de ações muito mais concretas para atraí-los. Exemplo, ensino médio quilombola indígena. Quase nós não temos isso em boa parte dos estados. Então, você precisa pensar políticas que garantam esse acesso e essa permanência. Mas já que essa é um evento de diversidade, você precisa pensar que é preciso garantir dentro do território deles. Então as políticas que a gente tem feito na Secadi, de formação e de produção de material de idade, que é a política que vai ser lançada de educação para as relações étnico-raciais, busca atingir isso. Mas isso só funciona se a gente tiver parceria local. Porque a régua de Brasília não é régua dos territórios", completou.