Justiça mantém prisão de lobista e afastamento de desembargadores investigados por venda de sentenças


10/12/2024 às 15:23
Redação

Cuiabá

O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão do lobista e empresário Andreson de Oliveira Gonçalves, alvo da Operação Sisamnes, que investiga um esquema de venda de sentenças, em Cuiabá. A decisão, do ministro Cristiano Zanin, também manteve o afastamento dos desembargadores Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho, que também foram alvos das investigações. O documento foi publicado nessa segunda (9).

A defesa do lobista informou que está tentando ter acesso à decisão. 

Andreson é suspeito de ser o intermediário no esquema de venda de sentenças. Ele foi preso no dia 26 de novembro. A esposa do empresário, Mirian Ribeiro Gonçalves, também foi alvo de um mandado de busca e apreensão. Em novembro, a defesa dele pediu ao STF para trancar a ação que o investiga, mas o pedido foi negado.

A PF também vasculhou a casa dos desembargadores no mesmo dia em que o lobista foi preso. Em agosto deste ano, mensagens no celular do advogado assassinado, Roberto Zampieri, levaram ao afastamento dos magistrados por suspeita de venda de decisões.

Mandados

PF cumpre mandados contra desembargadores investigados por suspeita de vendas de decisões judiciais em MT

A Polícia Federal também cumpriu 23 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, Pernambuco e no Distrito Federal, além de medidas cautelares como instalação de monitoramento eletrônico, sequestro, arresto e indisponibilidade de bens e valores dos investigados. Além disso, o escritório de Zampieri foi alvo de um mandado, em Cuiabá.

O esquema envolve advogados, lobistas, empresários, assessores, chefes de gabinete e magistrados. Também são investigadas negociações sobre o vazamento de informações sigilosas, como detalhes de operações policiais, segundo a polícia.

Investigações

As investigações começaram quando o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) descobriu que os dois desembargadores mantinham uma amizade com o advogado Roberto Zampieri, morto em dezembro do ano passado, e recebiam vantagens financeiras para julgarem recursos de acordo com os interesses do advogado.

O grupo pedia dinheiro para beneficiar partes de processos judiciais ilegalmente. Em seguida, emitia decisões favoráveis a esses "clientes", ainda conforme investigações.

A Polícia Federal também investiga negociações ligadas ao vazamento de informações sigilosas, incluindo detalhes de operações policiais.

Fonte: g1MT

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