Exposição à luz durante a noite pode aumentar risco de Alzheimer


07/09/2024 às 08:30
Redação

Veja

Um estudo publicado na revista Frontiers in Neuroscience, na quinta-feira (5/9), revelou que a exposição excessiva à luz durante a noite pode aumentar o risco de Alzheimer, especiaolmente, em pessoas jovens.

Os pesquisadores descobriram que a exposição à luz artificial, como a da iluminação pública e dos letreiros da cidade, pode ter um impacto mais significativo no risco de demência de pessoas com menos de 65 anos do que qualquer outro fator de risco já conhecido.

“A poluição luminosa noturna pode ser um fator de risco importante para Alzheimer. Mostramos que nos EUA há uma associação entre a prevalência de Alzheimer e a exposição à luz durante a noite, particularmente em pessoas com menos de 65 anos”, disse o autor do estudo Robin Voigt-Zuwala, professor associado do Rush University Medical Center, em comunicado distribuído à imprensa.

Exposição à luz noturna e Alzheimer

O estudo investigou a ligação entre a exposição à luz noturna externa e a prevalência da doença de Alzheimer nos Estados Unidos, utilizando informações de intensidade luminosa captadas por satélites e dados do Medicare, o sistema de seguros de saúde administrado pelo governo dos EUA.

Para a análise, a equipe considerou mapas de poluição luminosa de 48 estados americanos, além de dados médicos relacionados a fatores de risco conhecidos para Alzheimer. Os pesquisadores dividiram os dados de intensidade de luz noturna de cada estado em cinco grupos, variando da menor à maior exposição.

A análise revelou que, em pessoas com 65 anos ou mais, a prevalência de Alzheimer estava mais fortemente associada à poluição luminosa do que a fatores como abuso de álcool, doença renal crônica, depressão e obesidade.

Curiosamente, entre pessoas com menos de 65 anos, a maior intensidade de luz noturna foi o principal fator associado à prevalência de Alzheimer, superando todos os outros riscos examinados no estudo.

A razão pela qual pessoas mais jovens podem ser mais vulneráveis não está clara, mas os pesquisadores cogitam diferenças individuais na sensibilidade à luz.

“Alguns genótipos associados ao início precoce da doença de Alzheimer podem influenciar a resposta a estressores biológicos, aumentando a vulnerabilidade aos efeitos da exposição à luz noturna”, explica Voigt-Zuwala.

Os pesquisadores esperam que as descobertas ajudem a conscientizar sobre os riscos da exposição à luz noturna. “Informar as pessoas, especialmente aquelas com fatores de risco para Alzheimer, pode motivá-las a adotar mudanças simples, como o uso de cortinas blackout ou máscaras para os olhos, especialmente em áreas com alta poluição luminosa”, afirma Voigt-Zuwala.

Fonte: Metrópoles

0 comentários


Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados *


Veja mais:


  • Mundo - Cinco irmãos que acusam Michael Jackson de abuso sexual pedem R$1 bilhão na Justiça
  • Brasil - Paolla Oliveira recebe caminhão com rosas vermelhas avaliadas em R$ 10 mil
  • Brasil - BBB 26 terá substituto para Henri Castelli e decisão surpreende
  • Geral - Renovação automática da CNH: quem tem direito e quem fica fora do benefício
  • - Filme em anime original Fureru está disponível na Crunchyroll
  • Brasil - Polícia aguarda laudos para saber causa da morte de tio de Suzane von Richthofen
  • Brasil - Quinze dias após ser achado em Portugal, passaporte de Eliza Samudio ainda não foi entregue à mãe
  • Mundo - Julio Iglesias se pronuncia após acusações de assédio sexual
  • Mundo - IVE confirmou seu retorno em fevereiro.
  • Brasil - “Não tenho vontade nenhuma de ser mãe”, revela Anitta