Por falta de leis mais duras, primeira-dama de MT defende prisão perpétua para feminicídio
Larissa Malheiros
Defesa da Mulher
A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, foi objetiva ao defender a prisão perpétua para crimes de feminicídios no Brasil. Segundo Virginia, é necessário leis mais severas, para impedir brechas que auxiliem criminosos que matam mulheres a conquistarem a liberdade. A declaração dela aconteceu, nesta terça-feira (30.01), durante o anúncio da criação da Superintendência de Políticas Públicas para as Mulheres – SER Família Mulher.
“Nós podemos criar vários processos, nossos projetos, mas eu sempre digo se não existir uma lei mais severa... Acho que na nossa lei, existem brechas e as brechas de 40 (anos) vão para 30 (anos), que vão para 20 (anos), que vão para 5 (anos), que vão para 2 (anos), daqui a pouco está na rua e amanhã a mulher está morta”, explicou ela.
Ela destacou que a perda é grande para as famílias. Além disso, lembrou serem necessárias leis que consigam inibir a ação do agressor, para assim garantir o direito de viver da mulher.
“ A família perde, os filhos perdem. Acho que só uma lei mais severa, uma lei que realmente ele tenha medo. Que ela tenha direito de não querer mais um relacionamento, que ela tenha direito de ter um outro relacionamento. Ser um direito de qualquer mulher, não só o meu, mas o direito da mulher. E o homem tem que aprender a respeitar. Não, é não!”.
Virginia Mendes lembrou que cada pessoa envolvida na superintendência está trabalhando em prol das mulheres vítimas de violência, a fim de acolher e evitar um fim trágico. Por isso, reforçou que as leis devem ser revistas.
“Hoje é uma vizinha, amanhã pode ser sua amiga, amanhã pode ser sua irmã, pode ser qualquer pessoa, pode ser qualquer um de nós. Então, acho que a lei tem que ser rigorosa, porque qualquer pessoa está sujeita a isso. Acho que tem que ser uma lei que ele tenha medo. Só vai parar quando tiver medo”.