Programa inscreve para bolsa de doutorado e pós
Redação
Inclusão
Ação alcança pesquisadoras negras, quilombolas, indígenas e ciganas
O Ministério da Igualdade Racial, em parceria com os ministérios das Mulheres, dos Povos Indígenas, e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) , inscreve até o próximo dia 31, para a Chamada Atlânticas - Programa Beatriz Nascimento de Mulheres na Ciência. A ação, que prevê R$6 milhões de investimento, contempla Bolsas no Exterior (SWE e PDE) para doutorado sanduíche e pós-doutorado.
O programa é destinado às pesquisadoras negras, quilombolas, indígenas e ciganas regularmente matriculadas em cursos de doutorado reconhecidos pela Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), ou que tenham concluído programa de pós-graduação reconhecido pela Capes em qualquer área de conhecimento. O programa conta também com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
As propostas poderão concorrer nas seguintes faixas:
Faixa 1:
a) Doutorado Sanduíche no Exterior - apoio a alunas formalmente matriculadas em curso de doutorado no Brasil que comprove qualificação para usufruir, no exterior, da oportunidade de aprofundamento teórico, coleta e/ou tratamento de dados ou desenvolvimento parcial da parte experimental de sua tese a ser defendida no Brasil
Faixa 2:
b) Pós- Doutorado no Exterior (PDE) - possibilitar às portadoras de títulos de doutorado a capacitação e atualização de seus conhecimentos por meio de estágio e desenvolvimento de projeto com conteúdo científico ou tecnológico inovador, em instituição no exterior.
Para mais informações acesse a Chamada na integra
Beatriz Nascimento
O nome do programa presta homenagem à professora e historiadora sergipana Beatriz Nascimento, que sempre aliou a luta antirracista com a vida acadêmica. Foi co-fundadora do Grupo de Trabalho André Rebouças na Universidade Federal Fluminense (UFF) e membro do Movimento Negro contra a Discriminação Racial (MNUCDR), nome mais tarde reduzido para MNU.
Enquanto pesquisadora, Beatriz Nascimento estudou as formações dos quilombos no Brasil por duas décadas e foi expoente do feminismo negro, pesquisando as práticas discriminatórias que pesam sobre os corpos das mulheres negras.
A pesquisadora faleceu, vítima de feminicídio, em janeiro de 1995. Na época, ela cursava mestrado em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 2021, Beatriz Nascimento se tornou doutora honoris causa in memoriam pela UFRJ.