Eliza Samudio: homem explica por que não entregou passaporte à polícia
Redação
Veja
O homem que encontrou o passaporte de Eliza Samudio em Portugal explicou o motivo de ter procurado primeiro a imprensa ao invés de entregar o documento da modelo à polícia. Segundo ele, de início foi tentado contato com veículos de Portugal, mas sem sucesso.
Ao Domingo Espetacular, o rapaz, que não quis se identificar, contou que caso entregasse diretamente o documento à polícia, os brasileiros jamais saberiam da existência do passaporte. “Eu tentei com os veículos aqui de Portugal primeiro. A minha intenção sempre foi entregar à polícia. Só que se eu entrego esse documento aqui para a polícia diretamente, vocês no Brasil não iam saber… Ninguém”, falou.
O homem recebeu duras críticas, uma vez que levantou a hipótese de Eliza Samudio estar viva. “Eu fiquei questionando sobre o passaporte, passa na cabeça que sim [que ele poderia estar viva], mas é só especulação mesmo pelo fato de não ter corpo. A gente pode até pensar que sim. Mas era saber sobre o passaporte, como veio parar aqui”, explicou ele.
O caso teve grande repercussão, e o brasileiro acabou entregando o passaporte no consulado do Brasil em Lisboa, sem informar nome ou endereço. Segundo ele, a entrega já estava previamente agendada. Em nota, o Itamaraty informou que o documento entregue ao consulado brasileiro em Lisboa deve seguir para o Brasil e ficar à disposição da família.
Detalhes do passaporte encontrado
O documento de Eliza Samudio tem data de emissão de 9 de maio de 2006 e validade até 8 de maio de 2011, e foi localizado em uma estante em um apartamento onde o rapaz aluga quarto. O único carimbo registrado é o de entrada no país em 1º de maio de 2007.
Segundo ele, o documento estava entre livros de uma estante antiga, no canto da sala. Ao Domingo Espetacular, o homem afirmou que, ao pegar uma roupa no varal, viu alguns livros, foi olhar por curiosidade e encontrou o passaporte em cima de um deles.
“Quando eu fui tomar banho, fui pegar uma roupa no varal e vi ali uns livros. Por curiosidade, fui ver um livro e vi o passaporte. Peguei, abri e já vi de quem se tratava. Estava em cima de um livro. Eu li o nome, vi a foto e vi de quem era. Eu já conhecia o caso”, disse ele.
Defesa da família se manifesta
Ao Domingo Espetacular, Maria do Carmo dos Santos, advogada da família e madrinha de Bruninho, falou sobre o assunto. “O passaporte, vamos supor que foi perdido, quase 18 anos atrás, ele está mais preservado do que os meus que estão na gaveta mofando… Isso é estranho”, apontou ela.
Fonte: Metrópoles