“Tá todo mundo liberado”, diz Júlio Campos ao falar de debandada partidária
Suzana Agnello
Mudança
Questionado pela possível saída de Dilmar D´al Bosco e Eduardo Botelho, ambos do União Brasil, o deputado estadual pela mesma sigla falou, ”Eu acho que está todo mundo liberado”.
Segundo Julio Campos, no ano passado, em abril, houve uma reunião onde na definição do diretório regional, atualmente comandado pelo governador Mauro Mendes (UB), ficou decidido que os parlamentares, através de uma carta, comunicariam a saída do partido, justificado pela não mudança da composição do diretório regional.
“E nesse dia foi autorizado pela Comissão Executiva, na época ainda Comissões Executiva Provisória de que qualquer político que quisesse deixar o partido teria plena liberdade para deixar sem nenhuma contestação junto à justiça eleitoral”, afirmou Campos.
Na última semana Dilmar D´al Bosco (UB) comunicou sua saída ao presidente do partido, Mauro Mendes, que teria convencido o mesmo a permanecer no partido. Cogitou se que Dilmar tinharia como intenção, migrar para o novo partido PRD para presidiar a sigla, ou outro motivo como um desgaste dele com o União Brasil, mas Júlio Campos explicou o que possivelmente teria acontecido para que Dilmar desejasse sair do União.
“Veja bem, para você montar uma comissão provisória num município que você tem base forte, que você comandou as eleições, é uma dificuldade muito grande. O sistema de computação do TSE exige uma senha. Essa senha, em vez de ficar na mão do secretário-geral, que é o homem encarregado do partido, ficou na mão do cidadão, o servidor público, Aécio Rodrigues, que é tesoureiro do partido. Tesouraria é assunto financeiro, não é assunto de comissão provisional. A Secretaria-Geral é que organiza o partido. Então teve esse problema e o Dilmar até abandonou a Secretaria-Geral, que está vaga”, concluiu o deputado Júlio Campos.