Fagundes vê restrição chinesa à carne brasileira como pressão geopolítica
Redação
Opinião
O senador Wellington Fagundes afirmou que a decisão da China de restringir a importação de carne bovina do Brasil não se sustenta em critérios técnicos e reflete interesses comerciais e geopolíticos. Segundo ele, a medida acaba penalizando diretamente os produtores rurais brasileiros, em especial os de Mato Grosso, maior polo pecuário do país.
Médico-veterinário, o parlamentar ressaltou que a carne bovina brasileira é hoje a mais competitiva do mercado internacional, reunindo baixo custo de produção, escala, eficiência e capacidade de fornecimento contínuo. Para Fagundes, o Brasil exerce papel estratégico na segurança alimentar mundial e tem condições de atender à crescente demanda global por proteína animal.
Ele também destacou a evolução da pecuária nacional, impulsionada por tecnologia, inovação e pesquisa científica, com participação decisiva da Embrapa e do produtor rural. Como exemplo, citou a conquista do status de país livre de febre aftosa sem vacinação, avanço que amplia o acesso a mercados mais rigorosos e fortalece a imagem sanitária do Brasil no exterior.
Diante do cenário, Wellington defendeu uma reação baseada em diplomacia e planejamento estratégico, com diversificação de mercados e fortalecimento das relações comerciais. Segundo ele, é essencial que o país adote políticas de Estado, garantindo segurança jurídica e estabilidade para contratos de longo prazo.
“O Brasil pode ampliar a produção de forma sustentável, recuperando pastagens degradadas e sem avançar sobre novas áreas. Precisamos defender nosso produtor e deixar claro que o Brasil faz parte da solução global para o abastecimento de alimentos”, afirmou.
O senador concluiu destacando que proteger o produtor rural significa preservar empregos, fortalecer a economia e assegurar a segurança alimentar do país.