PL projeta eleger três deputados federais e descarta alianças com a esquerda
Redação
ELEIÇÕES
O Partido Liberal pretende utilizar pesquisas eleitorais para definir os nomes mais competitivos na disputa por vagas de deputado federal nas eleições deste ano. A estratégia foi anunciada pelo presidente estadual da sigla, Ananias Filho, que afirmou que as decisões sobre critérios e composição da chapa começarão a ser discutidas a partir da segunda quinzena do mês.
Segundo Ananias, o partido já conta com um número elevado de pré-candidatos e possui chapa completa para a Câmara Federal, inclusive com parlamentares que buscarão a reeleição. De acordo com ele, os atuais deputados tendem a exercer papel central como puxadores de votos, fator que será considerado nas pesquisas internas.
O objetivo do PL em Mato Grosso é conquistar três cadeiras na Câmara dos Deputados, número inferior ao alcançado em 2022, quando a legenda elegeu quatro parlamentares. Naquele pleito, o destaque foi Abilio Brunini, então deputado federal mais votado do partido, além de José Medeiros, Amália Barros e Coronel Fernanda.
Com a eleição de Abilio Brunini para a Prefeitura de Cuiabá em 2024, a vaga passou a ser ocupada por Rodrigo da Zaeli. Já Nelson Barbudo assumiu a cadeira deixada por Amália Barros, falecida em maio do mesmo ano. Para a direção do PL, a definição da bancada federal é estratégica, pois impacta diretamente a força política da legenda, o acesso a comissões, o tempo de propaganda e a distribuição de recursos eleitorais.
Vetos a alianças
Ananias Filho também reforçou que o partido está impedido de dialogar ou firmar alianças com siglas de esquerda. Segundo ele, a orientação partiu da direção nacional e veda qualquer aproximação com partidos como PT, PV, PSOL e PSD.
Em Mato Grosso, o PL já projeta o cenário para 2026 apostando no fortalecimento de suas lideranças e em alianças com partidos de perfil ideológico semelhante, como o Novo. Para o dirigente, a diretriz é clara: legendas identificadas com a esquerda estão fora de qualquer possibilidade de composição política.