Medeiros acusa base governista de barrar convocação de Jorge Messias na CPMI do INSS


29/11/2025 às 10:53
Redação

OPINIÃO

O deputado federal José Medeiros (PL) acusou a base governista no Congresso de articular uma manobra para impedir a convocação de Jorge Messias, o “Bessias”, durante os trabalhos da CPMI do INSS. Segundo o parlamentar, aliados do governo promoveram uma troca repentina de membros da comissão para evitar que o requerimento fosse votado.

Messias, atual advogado-geral da União e indicado pelo presidente Lula para o Supremo Tribunal Federal, ganhou grande repercussão após diálogos da Lava Jato virem à tona, envolvendo o envio do termo de posse de Lula como ministro da Casa Civil — ação atribuída a ele no episódio que buscava garantir foro privilegiado ao ex-presidente.

De acordo com Medeiros, a comissão estava pronta para analisar o pedido de convocação quando, “mais uma vez”, houve substituições estratégicas feitas pela base. Para ele, a movimentação evidencia uma tentativa clara de proteger Messias.

“Quando a verdade ameaça aparecer, trocam os membros da comissão como quem troca peça de tabuleiro. Isso não é técnica, é blindagem. Blindagem com endereço certo”, criticou.

O deputado afirma que a convocação buscava esclarecer decisões da AGU que, segundo ele, impactam diretamente o produtor rural e a segurança jurídica no campo.

“Para muitos, o tema parece distante. Para Mato Grosso, não. O agronegócio precisa de previsibilidade. Quando o governo impede que um indicado ao Supremo dê explicações, passa o recado de que transparência só vale para os outros”, disse Medeiros, ressaltando que o esclarecimento era “fundamental”.

Ele também direcionou críticas à atuação de parte da bancada mato-grossense no Senado, afirmando que alguns parlamentares preferem “manter a lanterna apagada” diante de conflitos institucionais.

“Mato Grosso precisa refletir que tipo de voz quer no Senado: alguém que aceite o jogo como ele é ou alguém que enfrente esse sistema que opera no escuro. Grande parte da bancada fala uma coisa em Brasília e outra quando volta ao Estado. Em 2026, teremos a chance de trocar esse povo da lanterna apagada”, concluiu.

 

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