Diocese investiga padre acusado de quebrar celibato em Nova Maringá
Redação
Poderá ser expulso
A Diocese de Diamantino informou que está analisando a conduta do padre Luciano Braga Simplício, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Nova Maringá (a 379 km de Cuiabá), após a divulgação de um vídeo que o mostra supostamente em situação íntima com uma jovem de 21 anos, noiva de um dos homens que aparecem nas imagens.
De acordo com o vídeo, o grupo teria flagrado o sacerdote apenas de bermuda dentro da residência paroquial. A jovem foi encontrada chorando e usando pijama. Em um áudio divulgado posteriormente, o padre afirmou que ela havia ido ao local apenas para tomar banho, após auxiliar nos trabalhos da igreja durante a manhã.
Em nota, a Diocese declarou que está ciente do caso e que “todas as medidas canônicas previstas estão sendo devidamente tomadas, tendo em vista o bem da Igreja e do povo de Deus”.
Segundo o Código de Direito Canônico, os clérigos devem observar o celibato, conforme o cânone 277. Em casos de descumprimento, as penalidades podem ir desde suspensão até a demissão do estado clerical, dependendo da gravidade.
A apuração será conduzida pelo bispo diocesano, que poderá instaurar um processo penal eclesiástico caso encontre indícios de falta grave. Durante o procedimento, o padre pode ser afastado preventivamente de suas funções, conforme previsto no cânone 1722.