Industriais do Brasil e dos EUA unem forças contra tarifaço imposto por Trump


07/09/2025 às 08:23
Redação

Tarifaço

Empresários brasileiros, em missão liderada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), se reuniram nos Estados Unidos para articular uma frente conjunta com empresários americanos contra as tarifas de 50% impostas pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros.

Participam da comitiva dirigentes de federações estaduais da indústria de Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Goiás e São Paulo, além de cerca de 80 empresários brasileiros e 50 norte-americanos.

O presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, afirmou que a meta é mobilizar forças políticas em ambos os países para reduzir as tarifas ou ampliar a lista de produtos isentos. A iniciativa conta com apoio da US Chamber, principal entidade empresarial dos EUA.

“Estamos trabalhando juntos para que os governos se sentem à mesa e encontrem uma saída para esse impasse. O esforço conjunto vai render frutos”, disse Roscoe.

Já o presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou que o objetivo é garantir uma mesa de negociação baseada em critérios técnicos e econômicos, evitando distorções políticas ou geopolíticas que agravem o conflito.

Contexto político

O tarifaço foi adotado como parte das medidas de pressão do governo Trump, que classificou o Brasil como “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional dos EUA”. A decisão ocorre em meio às investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados, suspeitos de tentativa de golpe de Estado.

O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, que reside nos EUA, é investigado pela Polícia Federal e pela PGR por supostamente ter atuado em favor das sanções.

Resposta do governo brasileiro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o Plano Brasil Soberano, com medidas de apoio a exportadores e trabalhadores prejudicados. Entre as ações estão:

  • R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações para crédito com taxas acessíveis;

  • R$ 4,5 bilhões em aportes para fundos garantidores;

  • R$ 5 bilhões em crédito pelo Novo Reintegra;

  • Linhas de financiamento específicas para pequenas e médias empresas, condicionadas à manutenção de empregos.

O plano busca proteger a produção nacional e abrir caminhos diplomáticos e multilaterais para enfrentar as sobretaxas americanas.

 

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