Secretária descarta terceirização e lembra que Kalil começou qualificação de OS em VG
Carolina Miranda/Larissa Malheiros
Descartado
A secretária de Saúde de Várzea Grande, Deisi de Cássia Bocalon Maia, esclareceu, em entrevista ao site Noveen de Notícias, os rumores sobre uma suposta terceirização da gestão da saúde no município. Ela foi categórica ao afirmar que não existe nenhum contrato em andamento nem previsão de repasse para Organizações Sociais (OSs).
Segundo Deisi, o que ocorreu foi apenas um processo de qualificação de uma entidade, iniciado ainda na gestão do ex-prefeito Kalil Baracat, em agosto de 2024. Esse procedimento, explicou, decorre de uma lei sancionada na gestão da ex-prefeita Lucimar Campos e não significa contratação imediata. "A lei determina que qualquer OS que apresente documentação e cumpra os requisitos deve ser qualificada. Isso apenas reconhece que a entidade está apta a participar de futuros processos, caso haja decisão política e estudos técnicos para tal. Mas isso nunca foi intenção da nossa gestão”, afirmou.
A secretária reforçou que não existe chamamento público aberto nem estudos técnicos que justifiquem a contratação de uma OS neste momento. “Para que isso aconteça, seria necessário um edital público detalhando metas, custos e estrutura. Isso não foi feito. Nós apenas cumprimos uma obrigação legal”, frisou.
Em relação à empresa Patris, citada em algumas matérias, Deisi esclareceu. "Ela foi qualificada porque atendeu às exigências da lei. Mas isso não significa que vá assumir a gestão de qualquer serviço de saúde em Várzea Grande”.
Deise reafirmou quanto ao posicionamento da gestão municipal. "Não há nenhuma intenção de terceirizar serviços de saúde. O nosso trabalho é fortalecer a rede pública, valorizar os profissionais e garantir atendimento de qualidade à população”, concluiu.