UFMT anuncia pacote emergencial de segurança com 600 câmeras e reforço na vigilância


01/08/2025 às 15:11
Redação

Parceria

Diante da crescente insegurança no campus de Cuiabá da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a reitora Marluce Aparecida Souza e Silva anunciou, nesta quinta-feira (31), um conjunto de medidas emergenciais para reforçar a segurança da comunidade acadêmica. Um dos principais pontos do pacote é a instalação de 600 câmeras de monitoramento, em parceria com o programa Vigia Mais MT, do Governo do Estado. A previsão é de que os equipamentos estejam em funcionamento em até 20 dias.

A decisão foi tomada após uma sequência de episódios graves de violência na universidade, incluindo o assassinato de Solange Aparecida Sobrinho, dois casos de agressão e um de assédio sexual. A onda de crimes mobilizou estudantes e servidores, que cobraram respostas da gestão e denunciaram a falta de estrutura de segurança no campus.

“A universidade precisa voltar a ser um espaço seguro para todos. Estamos tomando medidas enérgicas para que a comunidade acadêmica tenha tranquilidade para estudar, trabalhar e circular pelo campus”, afirmou a reitora.

Além da instalação das câmeras, outras ações imediatas foram anunciadas:

  • Parceria com a Secretaria de Estado de Segurança Pública para policiamento no campus;
  • Fechamento de portarias secundárias e reforço nas entradas principais;
  • Ampliação do efetivo de segurança em áreas estratégicas, como banheiros, pontos de ônibus e setores isolados;
  • Implantação de botão do pânico acessível a estudantes, servidores e visitantes;
  • Criação de uma comissão interna de segurança, com a participação de alunos;
  • Retomada das obras do Centro de Convivência;
  • Apoio psicossocial e combate ao assédio por meio da reestruturação da Secretaria de Direitos Humanos da UFMT;
  • Articulação com o governo estadual para ações junto à população em situação de rua, com respeito aos direitos humanos.

Segundo Marluce, a universidade dispõe atualmente de 38 porteiros e 20 vigilantes armados, número considerado insuficiente para a extensão do campus, que funciona nos três turnos. O investimento mensal em segurança gira em torno de R$ 540 mil, incluindo vigilância armada e porteiros.

A reitora também destacou o desafio orçamentário da instituição. Dos R$ 1,033 bilhão aprovados pela União para 2024, cerca de 80% estão comprometidos com o pagamento de pessoal ativo e aposentado. “Sobra cerca de R$ 180 milhões para manter os campi de Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Araguaia e a fazenda experimental. A situação é crítica, mas estamos buscando soluções para garantir o básico: segurança e dignidade para nossa comunidade”, frisou.

As medidas foram anunciadas em coletiva de imprensa, dias após o feminicídio de Solange, ocorrido nas dependências da UFMT. A tragédia gerou revolta e mobilizações de estudantes, que cobraram providências imediatas. Também nesta semana, dois outros episódios de violência voltaram a expor a vulnerabilidade do espaço universitário, com casos de agressão e assédio sexual.

A gestão da UFMT reforçou que seguirá monitorando a situação e que novas ações poderão ser adotadas conforme a evolução do cenário.

 

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