Brunini confirma renovação do contrato com o Hospital São Benedito mediante reforma custeada pela unidade
Carolina Miranda
SAÚDE PÚBLICA
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, afirmou que a Prefeitura está em fase final de negociação para a renovação do contrato com o Hospital São Benedito, que atualmente oferece 120 leitos ao Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o gestor, a permanência do município na unidade depende de uma condição estabelecida pela administração: a realização de uma ampla reforma na estrutura do hospital, sem uso de recursos públicos.
“Deixamos claro para a direção do hospital que só renovaríamos o contrato se houvesse a reforma completa da estrutura. Eles aceitaram a proposta e iniciaram, por conta própria, a obra de reestruturação. A Prefeitura não irá aplicar nenhum centavo na reforma. Toda a intervenção está sendo feita com recursos do próprio hospital, o que viabiliza a continuidade do serviço para a população”, destacou Brunini.
Segundo o prefeito, a medida é necessária diante da alta demanda de pacientes e da falta de leitos disponíveis na rede municipal. “Estamos no limite. Hoje, não há outro hospital pronto para absorver os pacientes do São Benedito. Se perdêssemos esses 120 leitos, não teríamos para onde correr. As salas de medicação estão lotadas, os leitos estão ocupados e os setores de internação operam acima da capacidade. Por isso, precisamos manter essa estrutura funcionando”, alertou.
Brunini ainda adiantou que, mesmo com a possível reativação da Santa Casa, a cidade seguirá precisando ampliar a rede de leitos clínicos e paliativos, devido à alta demanda da população. “A Santa Casa pode ser uma alternativa futura, especialmente para leitos de cuidados prolongados e paliativos. Mas, neste momento, a urgência é manter e ampliar a estrutura existente, e o São Benedito é fundamental nesse processo”, completou.
O prefeito também mencionou a previsão de expansão do número de leitos no São Benedito, com a inclusão de mais três enfermarias após a reforma. “Estamos garantindo a sobrevivência da rede de saúde. Não temos outra alternativa hoje. Por isso, é essencial essa parceria com responsabilidade e critérios claros”, finalizou.