Mutirão da Justiça Eleitoral atrai jovens e idosos para regularização do título em Cuiabá
Redação
REGULARIZAÇAO
Nem a pouca idade e nem os anos de experiência de vida foram obstáculos para quem entende o valor da cidadania. Foi o caso de Matheo de Moraes Pagliuca, de 17 anos, e de Gonçalina Ubirajara Correia da Costa, de 81. Em momentos distintos da vida, os dois procuraram a unidade móvel da Justiça Eleitoral no Mercado do Porto, em Cuiabá, para garantir o direito ao voto — e para reforçar o compromisso com a democracia.
A ação, coordenada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), ocorreu entre os dias 9 e 11 de julho, e prestou 397 atendimentos ao público. A iniciativa integra o plano de ação da 1ª Zona Eleitoral, com foco principal no cadastramento biométrico de eleitores e eleitoras da capital. Além disso, foram oferecidos outros serviços, como emissão de título, regularização e transferência de domicílio eleitoral.
Cidadania desde cedo
Mesmo sem a obrigatoriedade legal, Matheo decidiu tirar o título de eleitor. “É importante fazer isso porque a gente precisa do título para várias coisas do dia a dia, como fazer faculdade. E também para poder participar como cidadão. Na próxima eleição, eu vou votar”, afirmou o jovem, que também teve a biometria coletada no atendimento.
Democracia até o fim
Já dona Gonçalina, aos 81 anos, procurou o mutirão para transferir seu domicílio eleitoral. Apesar de fazer parte do grupo isento da obrigação do voto, ela fez questão de participar. “Enquanto eu tiver forças, eu vou continuar votando. A democracia precisa de nós. Eu acredito em um Brasil melhor e faço a minha parte. Mesmo com 100 anos, se Deus me permitir chegar lá, estarei votando”, declarou com entusiasmo.
Meta estadual
A rodada de mutirões integra a estratégia da Corregedoria Regional Eleitoral (CRE-MT) para alcançar a meta de pelo menos 98% de eleitores com biometria cadastrada em Mato Grosso. Atualmente, o estado conta com 2,5 milhões de eleitores aptos, sendo que 87,7% já estão com o cadastro biométrico atualizado.
Para o corregedor regional eleitoral, desembargador Marcos Machado, o engajamento social é fundamental. “A biometria garante não só a segurança do processo eleitoral, mas também a legitimidade das escolhas. É preciso mobilizar servidores, juízes, escolas, professores, e também os Poderes Executivo e Legislativo para que esse esforço seja coletivo”, destacou.
O planejamento da Justiça Eleitoral prevê novas ações da unidade móvel tanto na capital quanto no interior, com estratégias de busca ativa dos eleitores via WhatsApp e outras plataformas. A mensagem é clara: a democracia começa com o título na mão — e com a biometria em dia.
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