Estudantes do IFMT debatem redução da maioridade penal
Redação
ENCONTRO
Alunos do ensino médio do IFMT – Campus Coronel Octayde Jorge da Silva – estão no centro de uma experiência educativa que ultrapassa os limites da sala de aula. O projeto “Juventude em Pauta, Maioridade Penal em Debate” mobiliza cerca de 250 estudantes para discutir uma das pautas mais controversas do cenário político atual: a proposta de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.
Voltado a turmas dos cursos técnicos em Edificações, Informática, Secretariado e Eventos, o projeto promove quatro dias de debates estruturados entre os alunos, que assumem posições opostas sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de 2019, apresentada no Senado. O objetivo é estimular o raciocínio argumentativo e o engajamento social dos jovens, principais afetados por essa possível mudança legislativa.
Ao longo de dois meses, os estudantes se prepararam com pesquisas, entrevistas com profissionais do Judiciário, Ministério Público, saúde, movimentos sociais e agentes políticos, construindo argumentos sólidos tanto a favor quanto contra a redução da maioridade penal.
Os debates ocorrem nos dias 14, 15, 17 e 18 de julho, das 13h às 18h. A abertura será no Plenarinho da Câmara Municipal de Cuiabá, com as demais atividades no auditório do campus.
Para o diretor-geral do IFMT, Alceu Aparecido Cardoso, a iniciativa reforça a missão da instituição: “Formar cidadãos conscientes, preparados para analisar criticamente os grandes temas da sociedade”. Já o reitor Júlio Santos parabenizou o projeto e defendeu sua expansão a outros campi: “Ouvir a juventude é essencial para uma educação verdadeiramente transformadora.”
As alunas Nicolli Evangelista e Raquel Ribeiro Nery expressaram opiniões opostas, ilustrando a diversidade de perspectivas no ambiente estudantil. Enquanto Nicolli argumenta que punir não resolve as causas sociais da violência, Raquel defende que a responsabilização de jovens por crimes graves pode ajudar a conter a impunidade.
Mais que uma competição, o projeto destaca a importância do diálogo e da construção coletiva do conhecimento, reafirmando o papel da escola como espaço democrático e formador de consciência cidadã.