Libido em baixa pode ser estresse; veja sinais de que corpo e mente não estão bem


22/05/2023 às 10:13
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Ainda que seja importante investigar se há causas ginecológicas na queda na libido, os principais fatores para a redução do desejo sexual hipoativo não são causas físicas ou orgânicas, ressalta o ginecologista e obstetra Leonardo Valladão. 

"Não é um mau funcionamento ovariano ou uma mulher que tenha uma alteração da vulva, na vagina, que tenha dor na relação sexual. A maior parte das causas estão relacionadas ao cansaço, estresse, diminuição ou perda do estímulo pelo parceiro", ressalta o médico, especialista em Medicina Fetal, em entrevista ao Terra.

Isso não é aleatório. Como Valladão lembra, as mulheres são cobradas excessivamente no mercado de trabalho — e também no meio familiar, especialmente quando têm filhos. Desse modo, são comuns os relatos de exaustão, estresse e falta de tempo para atividade física, por exemplo.

Estresse crônico

Com avaliação complementar a do ginecologista, a psiquiatra Danielle H. Admoni pontua que esse problema costuma ser identificado em pacientes com quadros de estresse crônico, problema que é considerado fator de risco para diversas doenças cardiovasculares.

Nesses casos, não se trata de episódios de "nervoso", mas sim situações constantes que culminam na liberação de substâncias como adrenalina e noradrenalina. Tais hormônios são neurotransmissores que aumentam a frequência cardíaca, respiratória e a resistência vascular, provocando impactos físicos no indivíduo.

Outra substância que é estimulada por essa tensão é o cortisol, conhecido como hormônio do estresse. Quando em níveis altos no corpo, ele também afeta a libido.

"A libido está muito relacionada com a questão emocional, então se a gente não está bem do ponto de vista psíquico e, principalmente, no relacionamento, a libido acaba sendo bastante afetada, é uma das coisas que a gente sempre pergunta na primeira consulta", confirma a médica.

Estresse também prejudica os cabelos

Não é só o desejo sexual que sofre com os níveis de estresse do corpo. A alta de substâncias como adrenalina e cortisol tem como consequência o enfraquecimento das unhas e a queda de cabelo.

Para piorar, essa queda tem um ciclo de três meses. De acordo com a psiquiatra, o cabelo tanto pode continuar caindo após esse período como pode também começar a cair três meses após o evento que gerou o pico de estresse. "A gente não consegue nem lembrar o que motivou a queda", destaca.

Combate às causas

Quando se identifica que a raiz do problema é de fundo psicossomático, o caminho é investigar: qual a razão de tanto estresse? Encontrada a resposta, o foco deve ser atenuar as causas.

Isso inclui buscar atendimento terapêutico quando possível; se afastar do ambiente adoecedor, também quando possível; priorizar a prática de atividade física, que, como lembra Valladão, é uma forma da mulher liberar testosterona naturalmente; e até meditar.

"Os exercícios de atenção plena ajudam a reduzir a carga de estresse — isso pode ser uma maneira dessa mulher ter o retorno da sua atividade sexual com uma libido normal", aconselha o ginecologista.

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