Abilio cobra Câmara para rejeitar empréstimo de R$ 139 milhões defendido por Emanuel Pinheiro


29/10/2024 às 08:19
Redação

Cuiabá

Prefeito eleito considera mais viável patrocinar novos investimentos e concluir obras a partir de parcerias políticas

O prefeito eleito de Cuiabá defende que a atual Legislativa da Câmara Municipal não atenda o pedido do atual prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) de autorizar um empréstimo de R$ 139 milhões junto ao Banco do Brasil para realização de obras. 

A declaração foi dada nesta terça-feira (29)  em entrevista ao programa "Notícia de Frente" exibido pela TV Villa Real.

"Ao invés de Cuiabá contrair empréstimo com juros altos e comprometer a saúde financeira por décadas, é melhor construir investimentos por meio de parcerias com o Estado, União e emendas parlamentares. Minha recomendação é que não seja aprovado", disse.

Durante a entrevista conduzida pelos jornalistas Daniel Pettengil, Luciana Gaviglia e Haroldo Arruda, o prefeito eleito Abilio Brunini se comprometeu a derrubar a cobrança da taxa de lixo de Cuiabá. 

"Se não houver a revogação da taxa de lixo por iniciativa dos vereadores, eu, enquanto prefeito de Cuiabá, vou enviar essa proposta cumprimento uma proposta de campanha", pontuou.

Polêmica

O empréstimo de R$ 139 milhões desejado pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) chegou a ser aprovado em regime de urgência pela Câmara Municipal de Cuiabá, em julho deste ano.

Um mês depois, a pedido do Ministério Público de Contas (MPC), o TCE (Tribunal de Contas do Estado) concedeu liminar suspendendo o empréstimo por considerá-lo danoso às finanças públicas, pois, notadamente, violava a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

A decisão do conselheiro José Carlos Novelli foi dada no dia 9 de agosto deste ano.

“O gestor municipal sequer especificou se os gastos que teriam motivado a captação do empréstimo referem-se a contratos em andamento, os quais já deveriam dispor da necessária dotação orçamentária, ou se dependem de novos processos de contratação, o que deve ser apurado inclusive para a avaliação da possível incidência da restrição prevista no art. 45 da LRF”, diz um dos trechos da decisão.

Conforme a atual gestão da Prefeitura de Cuiabá a quantia de R$ 139 milhões deve está destinada às seguintes obras:

R$ 75 milhões para instalação de usinas fotovoltaicas

R$ 50 milhões para Avenida Contorno Leste

R$ 9,5 milhões para recapeamento asfáltico

R$ 4,5 milhões para o Mercado do Porto

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